Já ouviu falar em transtorno Borderline? Você conhece alguém com dificuldade em manter relacionamentos interpessoais? Problemas com a auto imagem e dosagem de seus sentimentos?

 

Vamos conhecer um pouco mais sobre este Transtorno de Personalidade

 

       Primeiro vamos entender o que é Personalidade. A personalidade pode ser definida como “jeito de ser” de cada indivíduo. Os transtornos de personalidade estão diretamente associados aos processos psicológicos, tais como: atenção, emoção, pensamento, memória e motivação. A expressão “borderline”, que em inglês significa “fronteiriço”, refere-se a um indivíduo que não parece neurótico nem psicótico, mas que sempre estave no limite, na “borda”.

 

Quais os principais indícios de uma pessoa diagnosticada com TPB?

 

       As pessoas com este transtorno vivenciam emoções intensas e instáveis, qualquer sinal de possível abandono pode levar a um sentimento incontrolável de raiva, se comportando agressivamente. Dados estatísticos mostram que 75% dos pacientes tem uma história de pelo menos um ato de autoagressão. O suicídio, por vezes, é uma maneira encontrada pelo indivíduo para fugir de suas vivências mais traumáticas, é uma forma de buscar alivio para a dor psicológica.

 

Quais os critérios segundo DSM-V para enquadramento em um transtorno personalidade Borderline?

 

       O diagnóstico é realizado na idade adulta, o sujeito costuma ter sua vida afetiva, profissional e social prejudicada. Conforme o DSM-V que estabelece alguns critérios como: Padrão difuso de instabilidade das relações interpessoais, da autoimagem e dos afetos e de impulsividade acentuada que surge no início da vida adulta, Vamos citar alguns critérios do diagnostico (1) Esforços desesperados para evitar abandono real ou imaginado; (2) Um padrão de relacionamentos interpessoais instáveis e intensos caracterizado pela alternância entre extremos de idealização e desvalorização; (3) Perturbação da identidade: instabilidade acentuada e persistente da autoimagem ou da percepção de si mesmo; (4) Impulsividade em pelo menos duas áreas potencialmente autodestrutivas (p. ex., gastos, sexo, abuso de substância, direção irresponsável, compulsão alimentar); (5) Recorrência de comportamento, gestos ou ameaças suicidas ou de comportamento automutilante; (6) Instabilidade afetiva devida a uma acentuada reatividade de humor. Ex. disforia episódica, irritabilidade ou ansiedade intensa com duração geralmente de poucas horas e apenas raramente de mais de alguns dias, (7) Sentimentos crônicos de vazio; (8) Raiva intensa e inapropriada ou dificuldade em controlá-la. Estas são algumas características do TPB.

 

Quais as principais Causas do Borderline?

 

      Da mesma forma como ocorre com outros transtornos de personalidade, não existe um único fator para o desenvolvimento do transtorno borderline, porém já foi comprovado que existem correlações de alguns ativadores dentre: Hereditariedade, fisiológicas alterações cerebrais e o fator ambiental, que influencia o meio onde vive suas relações afetivas e outros.

 

Sobre o diagnostico e como é feito?

 

        O diagnóstico tem uma incidência maior entre as mulheres, mas estudos sugerem que existe uma equiparação para ambos os sexos. Por não existir exames de imagens ou de sangue, esta avaliação é sempre efetuada por profissionais da área de saúde mental, psicólogos e psiquiatras que farão um levantamento minucioso da vida do paciente. Existe uma complexidade para fechamento do diagnostico por vários fatores, principalmente pela semelhança com outros transtornos a exemplo do transtorno bipolar e a esquizofrenia.  Cabe ao profissional à observação se existe efeito de alguma substância lícita ou ilícita atuando nesta pessoa, então é necessários um acompanhamento e uma avaliação que permitirá ao psicólogo ou psiquiatra formular de forma sistemática e estruturada, traçando o perfil da pessoa e o fechamento do diagnóstico.

 

Quais os Tratamentos?

 

         Com a certeza do diagnóstico, o profissional terá várias alternativas de tratamento, dentre as quais o uso de medicamentos para tratar sintomas específicos nos casos mais extremos. Os medicamentos mais utilizados são da categoria antidepressiva, estabilizador de humor e antipsicótico. Além do tratamento farmacológico, dentre as modalidades de tratamento temos a psicoterapia, a terapia será sem sombra de duvidas o melhor caminho no processo de enfrentamento do transtorno. Procure.

Tratar ou ter uma pessoa da família ou amigo com este transtorno não é nada fácil, é um verdadeiro desafio, porém posso dizer que é possível sim buscar uma relação de estabilidade na sua vida, aprendendo a trabalhar todas as questões conflitantes. É muito significativo que os parentes e amigos entendam um pouco do transtorno. Desta forma o psicólogo atuará como uma ponte de ligação trazendo a psicoeducação e estratégias com um manejo clínico voltado para o caso. Disponibilizará um canal de acesso em caso de crise. Com risco eminente de morte, então existe toda sistemática visando sempre o bem-estar do paciente. É necessário o acolhimento e o respeito pela particularidade deste fenômeno em questão na vida desta pessoa.

Tentamos trazer de forma mais resumida possível um entendimento deste transtorno e suas principais características, espero que possa ter ajudado. Fique à vontade para perguntar. Marque sua consulta.

Márcio Santos – Psicólogo Clínico

Agende sua consulta (81) 99507-2250

 

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